A pequena loja dos horrores de Sam Raimi

Em um estalo, a morta-viva salta do porão, como um palhaço de uma caixa de surpresas, e trucida uma vítima a dentadas; o demônio ganha visão subjetiva e, veloz como uma papa-léguas, circula uma cabana na floresta; a mão do herói ganha vida própria e os dois brigam como se estivessem numa comédia dos Três … Continue lendo A pequena loja dos horrores de Sam Raimi

Marcas da Violência

★★★★★ David Cronenberg nunca pareceu um diretor abusado, mas em “Marcas da Violência” ” (A History of Violence, 2005), ele controla até a mosca que zanzeia sobre o pão da padaria. “Só come, se eu mandar!”. E todo mundo, a mosca, Viggo Mortensen, Maria Belo, Ed Harris e quem mais aparece não solta um piu. … Continue lendo Marcas da Violência

Sangue Negro

★★★★★ E aí galera, mesmo que seja pra ver um filme como esse, dá pra entrar numa saleta destas e encarar ou continuamos esperando? Para quem está no impasse, eu reafirmo: quando se trata de cinema, a minha paixão fica desmedida se conjugada por um diretor que admiro, como Paul Thomas Anderson, e por um … Continue lendo Sangue Negro

Os Indomáveis

★★★★★ Muita gente reclama que os faroestes desmistificadores de hoje se tornaram  muito reflexivos e perderam a capacidade de eletrizar como os antigos. Esse Os Indomáveis (3:10 to Yuma, 2007) é uma resposta contra quem pensa assim. O diretor James Mangold faz um cinema muito respeitável. Mas não estou falando dos filmes Oscarizados dele, como … Continue lendo Os Indomáveis

Tempestade Sobre Washington

★★★★★ Reparem o efeito cenográfico que Otto Preminger tira do chão na entrada do senado nesta cena de Tempestade Sobre Washington. É claramente um tabuleiro de xadrez, onde homens e mulheres.se locomovem obedecendo  os protocolos. Se você cinéfilo nunca viu, esse, que considero um dos dez maiores filmes politicos já feitos nos EUA, assisti-lo, é … Continue lendo Tempestade Sobre Washington

Jerry, do que somos autorizados a rir hoje?

Entre o final dos anos 50, toda a década de 60 e começo dos anos 70, Jerry Lewis foi um fenômeno grande no cinema, maior inclusive que Jim Carrey (aliás, seu maior imitador) ou Adam Sandler. Quando a Paramount ficou no vermelho com o final do star system, os filmes de Lewis sustentaram a onda … Continue lendo Jerry, do que somos autorizados a rir hoje?

As correntes de Kill Bill

Um instantâneo captado num canto de um estacionamento pode dizer muito. Pode contar histórias e também ser referência a um universo que se expande. Esssa traduz como poucas um filme de Quentin Tarantino. Se quiser ir adiante, leia tudo sobre os dois volumes de Kill Bill, sobre a arte das cinéticas voadoras de Yuen Woo … Continue lendo As correntes de Kill Bill

Meu beijo de saudades em Hector Babenco

★★★★★ Torço para que as pessoas estejam cada vez mais sensíveis como eu neste período em que recordo de certos cineastas e certos filmes. Hector Babenco era uma dessas pessoas que eu prezava muito (estive umas cinco vezes com ele, e em todas o papo sempre durou muito mais do que o previsto), e continuo … Continue lendo Meu beijo de saudades em Hector Babenco

O trailer de Duna do Villeneuve

https://www.youtube.com/watch?v=hfLkFZWFmLM&feature=youtu.be Gostei. Achei que resumiu bem o que vamos ver, sem quebrar o mistério do que vai ser. Adoraria se o Villeneuve seguisse as pegadas da adaptação lisérgica que o Jodorowsky pretendia fazer e torço para não ser cerimoniosa como foi a versão do Lynch. Será que é pedir demais? Ah, pra quem quiser saber … Continue lendo O trailer de Duna do Villeneuve

O cinema de Michael Mann em reexame

Se o filme clássico é o território da crença, nossa era é a da descrença, da dúvida. E, na minha opinião, quem melhor filma essa inquietação dentro do cinema norte-americano é Michael Mann. Revendo sua obra, dá para sentir, filme a filme, como usa a câmera para captar toda uma nova tradição de representação da … Continue lendo O cinema de Michael Mann em reexame