Era Uma Vez… Tarantino

“O título faz um trocadilho com o último filme de Tarantino, mas minha intenção foi também evocar o lado fabular o universo que o cineasta criou”, conta o professor, crítico e cineasta Hamilton Rosa Júnior Rosa Júnior. Para o crítico, Tarantino sempre fez filmes sobre sonhos, sobre um universo próprio, com regras próprias, que nada tem a ver com o mundo em que vivemos. “Sempre foi um lugar onde ele projeta locais como o bar cinéfilo Jack Rabbit’s Slim, que não existe, e compõe heresias como misturar a estética de filmes de kung fu, samurai e western pra horror de chineses, japoneses e norte-americanos puristas. Na opinião do escritor, o cineasta nunca filmou a realidade. De fato, Tarantino sempre foi um diretor provocador. Faz filmes que são arrebatadores, e inventivos, ricos em fantasia e alegremente amorais. “Eu não sou um cineasta americano”, ele disse certa vez numa coletiva de imprensa lotada no Festival de Cannes. “Devo ter sido parido dentro de um cinema, pois é este país que reivindico como meu!”, assumiu apaixonadamente.

Segundo Rosa Júnior é por isso mesmo que o cinema dele é tão cativante. “Porque ele não se vende como arte maior. O que temos em cena sempre é a precariedade do mundo dos marginais, dos que não deram certo, e estão procurando uma nova chance. E ele recria de forma tão corajosa a utopia dos fracassados na tela, que mesmo em sua fragilidade, a gente acata, aceita e se diverte com a viagem”. E a intenção do autor no livro foi trazer sua interpretação do mundo de Tarantino e muitas outras revelações para os leitores.

O livro “Era Uma vez… Tarantino”, tem 142 páginas, subdivididas em 16 capítulos e está sendo vendido por 42 reais, diretamente com o autor que produziu o livro de forma independente (a encomenda pode ser feita pelo telefone/ zap 19 98314-9849). A entrega está sendo feita via Correio (frete + 7 reais).