Sete Homens e Um Destino

The Magnificent Seven, 2016

Avaliação: 3.5 de 5.

Boa releitura do faroeste clássico homônimo dos anos 60. No lugar de Yul Brynner, Denzel Washington, no de Steve McQueen, o carismático Chris Pratt, no de Charles Bronson, Ethan Hawke. No original, que não era tão original assim, porque tratava-se de um remake de “Os Sete Samurais”,  ambientado no Velho Oeste, camponeses sofriam a opressão de bandoleiros mexicanos e recorriam a ajuda de sete pistoleiros. Nesta reatualização saem os mexicanos malvados e entra um barão coorporativo (Peter Sarsgaard) que oprime os mineiros da cidadezinha de Rose Creek. Ele mata os resistentes locais e a belezinha Emma Cullen (Haley Bennett), que ficou viúva, reúne Denzel e seus seis amigos pra virar o jogo.

O diretor Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) não se intimida na modernização do clássico. Sua câmera é firme, o jogo cênico, vigoroso, e sente-se o prazer do cineasta em transformar a engenharia dispendiosa em espetáculo de primeira. O filme tem emoção, perseguições, duelos e interlúdio cômico engendrados com energia. Há ainda a participação póstuma do compositor James Horner assinando uma trilha que dialoga com o famoso score original de Elmer Bernstein (aquele usado nos velhos comerciais da Malboro). Pra não frustrar o espectador, a música toca no final, unindo os nostálgicos aos fãs da nova geração.